Precisou que a minha queridíssima amiga mais antiga me mandasse um recado para eu me lembrar que o meu barraco ainda está de pé. Voltarei com novidades, mas devegar que eu estou enferrujada.
Então, depois de um longo silêncio eu volto pra dizer que nem adianta me colocar na comunidade PGM. Eu tô vivinha da silva.
Muita coisa mudou e talvez seja por isso mesmo que eu esteja voltando. No início tudo era novidade. Tão novidade que eu não resistia, tinha que dividir com todo mundo e ver como outras pessoas também administravam situações semelhantes.
Mas daí eu entrei numa vidinha yuppie, com todos os dias (im)previsivelmente iguais. Difícil de entender? Simples, imagina sair de casa todos os dias sem a menor idéia da hora que você vai voltar, do tipo de trabalho que você terá que fazer, dos humores que vocêvai encontrar pela frente, se o final de semana vai ser livre ou não. Ou então receber uma ligação do chefe, no meio das férias (imploradas), pedindo um planejamento tributário para uma projeto beirando o bilhão de doletas, em dois dias. "Mas eu não sou tributarista." "Não tem problema, vá a uma livraria e compre o que você quiser. Você tem dois dias para virar uma."
Não vou negar que eu gosto de trabalhar. Mas aprendi que assim é insano. Ou que eu estou ficando velha demais. Uma caríssima amiga, também advogada, me escreveu uma vez que essa profissão deve ter algo de viciante, porque não é possível que nós gostemos de fazer o que fazemos. E ela exemplificou:
"É um absurdo: leio revista de meditação mas qualquer cliente insuportável me descontrola; tomo floral contra irritabilidade, mas a única coisa que me acalma é um pós audiência ou pós prazo. Enfim, que vida é essa?"
Então. Ainda que de um modo torto, pesado e muito estressante, a minha vida está mudando. E daí vêm as novidades. E é pra dividir as novidades com vocês, meus dois caríssimos leitores, que eu estou de volta.
O histórico namorado da Barbie, Ken, voltará renovado para competir com o surfista australiano Blaine.
O novo visual do boneco foi apresentado nesta semana na Feira do Brinquedo, que ocorre em Nova York.
A própria Mattel, fabricante da linha Barbie, anunciou no ano passado que a boneca mais famosa do mundo, após 43 anos, trocaria o seu homem pelo rival australiano. A boneca loira e curvilínea aparentemente decidiu despachar Blaine para a Austrália e dar mais uma chance ao velho Ken, que passou o ano em uma clínica de rejuvenescimento. O seu novo visual lembra o do "beach boy" de estréia, no distante ano de 1961, explica uma porta-voz da empresa.
A boneca mais popular do mundo --conforme proclama a Mattel-- conheceu Ken no set de um comercial de TV, em 1961. Desde então, os dois foram inseparáveis.
Um dos motivos para a separação, segundo a fabricante, foi a relutância de Ken em se casar --as inúmeras versões "noiva" da boneca espalhadas pelo mundo dão uma idéia de quanto o compromisso é importante para ela.
Outro motivo é a movimentada carreira da boneca: nascida Barbie Millicent Roberts em 1959, ela já fez de tudo um pouco --de estrela de rock a enfermeira militar-- em mais de 150 países.
Visando facilitar o seu desenvolvimento intelectual, estamos enviando um curso de inglês rápido e fácil. Em questão de minutos, você estará apto para conversar com qualquer pessoa, em inglês.
1 - Modulo básico: Três bruxas olham três relógios Swatch. Qual bruxa olha qual relógio?
E agora em inglês: Three witches watch three Swatch watches. Which witch watch which Swatch watch?
2 - Modulo avançado: Três bruxas travestidas olham os botões de três relógios Swatch. Qual bruxa travestida olha os botões de qual relógio Swatch?
Agora em Inglês e em voz alta: Three switched witches watch three Swatch watch switches. Which switched witch watch which Swatch watch switch?
Simples, não? E ainda tem gente que se enrola com essa língua...
Finalmente comprei um computador novo, o meu já tava pedindo água. Estou apaixonada pelo meu bichinho. Pena que não tenho muito tempo nem para testar todos os dispositivos (tem até controle remoto!), e olha que eu adoro futricar tudo.
Estou trabalhando muito, de novo. É até melhor do que quando estava meio sem fazer nada, mas a tensão é grande. Eu acompanho vários clientes ao mesmo tempo, e tem dias que todos acordam decididos a resolver todas as coisas que hámeses estavam suspensas.
E depois eu tenho tantas coisas pra resolver... reforço das vacinas para a viagem a Serra Leoa, pedido de residência em Milão, um exame que o médico pediu, inscrição no curso de inglês. Eu queria também me inscrever num curso de ioga, não sei porque mas eu acho que ia gostar. Odeio academia, odeio qualquer esporte que seja competitivo, odeio correr e odeio piscina. Me sobram dança de salão (mas coordenar os meus horários com os do Fabrizio seria pedir pra não ir nunca às aulas) e ioga.
Faltam 2 meses e meio para as minhas férias. Já arrumamos uma bela casa em São Chico, numa praia tranqüila, para passar o natal e o ano novo. Toda a família finrinfinfim reunida. Tadinho do Fabrizio...
Cada vez que vou trocar o cheque do meu salário na agência perto do meu escritório volto sem saber se devo rir ou chorar.
Em primeiro lugar o procedimento é tão rudimentar que eu, desde os 14 anos quando comecei a freqüentar bancos, nunca vi no Brasil.
São só dois caixas, e por pura falta de sorte caio sempre numa retardada que sempre apronta alguma.
Primeiro ela lê e relê o cheque. Visualiza: ela não dá aquela batida de olho nos lugares certos, como todo caixa faz. Ela bota o dedo indicador na primeira linha do cheque e o lê, linha por linha. Aí ela fala que o cheque é nominal ao Senhor Simone e que ele tem que vir pessoalmente. Até aí tudo bem, já que aqui Simone é nome de macho mesmo. Mas já faz mais de um ano que ela troca cheques para mim e, vai tomar banho, é muita falta de memória.
Então, depois de ouvir a explicação que sou eu mesma e fazer uma cara espantadíssima como se fosse a primeira vez que escutasse uma barbaridade dessa, ela começa a leitura do meu passaporte. Linha por linha. Aí ela vai tirar xerox do cheque e do passaporte, atividade extremamente complicada que leva um bom tempo e algumas tentativas para ficar pronta. Grampeia o xerox com mais uma guia assinada por mim e guarda tudo em uma gavetinha.
Aí começa a operação de troca do cheque. Ela lê o valor no cheque, olha pra tela do computador, lê de novo o valor do cheque (dessa vez em voz alta), digita o valor no computador, lê em voz alta o valor que está na tela, confere com o valor que está no cheque lendo este em voz alta. Nessa fase ela às vezes entra em loop por um bom tempo.
Aí vem a contagem do dinheiro. Incontáveis contagens. E uma recontadinha quando ela entrega o dinheiro.
Então ela fecha com chave de ouro com uma perguntinha idiota/intrometida/inconveniente. Do tipo:
- É o teu salário?
A pergunta já seria intrometida, mas ela continua.
- É tanto, pro tipo de trabalho que você faz, né?
£#§&*#$%!!!! Ela sabe só que eu sou paga por um advogado, mas o será que passa pela cabeça idiota dela que seja o meu trabalho eu não faço idéia e nem quero saber.
Geralmente eu deposito a maior parte do salário no meu cartão pré-pago (ainda não consegui ter uma conta normal porque ainda não tenho a residência, mas consegui fazer um tipo visaelectron que já resolve muita coisa). Certa vez eu precisava do dinheiro e não o fiz. Lá veio a perguntinha: - O que você vai fazer com todo esse dinheiro?
Respondo que nada de especial.
- Mas pra você é tanto dinheiro, né? Deve ser alguma coisa muito especial.
Caraca! Pra começo de conversa é tanto dinheiro uma ova! Mas como sou uma estrangeira do terceiro mundo, na idéia dela eu ganhei na loteria. Vai tomar conta da tua vida Dona Mulé! Mas eu nunca respondo, faço um meio sorriso envergonhado, não por mim mas pela idiotice dela. Dá pena.
Hoje o sistema não estava funcionando e eu não pude depositar no cartão. Ela falou pra tentar segunda-feira. Aí eu fiz a besteira de perguntar se valia a pena tentar mais tarde ou em outra agencia, pois eu queria depositar hoje porque vou viajar e não queria ficar circulando por aí com dinheiro no bolso (já que ela acha que é tanto...)
Acabei de me despedir de Cristina, a querida colega espanhola que tem toda a paciência do mundo pra me ouvir, toda sabedoria do mundo pra me aconselhar e todo bom humor do mundo pra me divertir.
Cris é cúmplice na nossa condição de estrangeiras (não adianta fingir que isso não existe) e, embora ela seja muito mais integrada do que e fale italiano melhor que muito neguinho que nasceu e cresceu na bota, ela quase nunca perdeu a paciência comigo, com meus erros e meus brasileiríssimos defeitos. Olha que não é fácil de encontrar gente assim por aqui. Lógico que eu com o tempo vou me integrando, mas o caminho não é mole e o povo não ajuda.
Temos uma vida social restrita aos amigos em comum que fizemos no Master mas, por outro lado, estamos uma de frente à outra durante pelo menos 50 horas por semana, seja no escritório, seja comendo uma piadina de almoço.
Enfim, a Cris me traz um pouco de segurança, luz e alegria nesse ambiente confuso e complicado em que eu trabalho.
E agora quero ver botar essa verbarada toda no passado. Ô coisa difícil.
Tanto tempo sem escrever. Mas falar o que de agosto em Milão? Esse ano eu tive a impressão que a cidade ficou mais vazia do que no ano passado. Pelo menos o calor foi muito mais ameno do que o normal. Aliás, em alguns dias fez até um pouco de frio e eu achei ótimo.
Trabalhei pouco, pois os clientes estão em férias e enchem menos o saco. Mas tinha que estar no escritório no maior tédio.
Meu ex-chefe no Brasil veio para a Itália com a mulher e mais um casal de amigos. No domingo do dia 7 eu passei o dia com eles em Veneza. Acordei às cinco e meia da manhã para pegar o primeiro trem e chegar bem cedinho. Quando saio da estação, a visão do apocalipse: chuva, vento e frio. Essa combinação + Veneza = roubada total. Comprei um moleton horroroso por 20 euros que vai virar pijama e uma capa de chuva tabajara por 1 euro. Eles chegaram quase uma hora depois, e aí o moleton já custava 40 euros e a capa de chuva 4 euros. Coisas de Veneza.
Eles seguiram pelo giro na Itália, ficam três dias em Roma com o Fabrizio e um dia comigo em Milão. Fizeram a festa na H&M, que tem umas coisas super fashion e com preço baixo que mesmo em euro valem à pena. Vimos os pontos turísticos, incluindo o telhado do Duomo, que é de tirar o fôlego.
No feriado de ferragosto eu fui para Roma encontrar o Fabrizio. No sábado passeamos um pouco pelo centro de Roma e à noite fomos à uma festa ao ar livre chamada Gay Village e nos divertimos horrores. Dançamos até às duas da manhã (u-hú! Pra um casal de hábitos típicos de aposentados foi como um desafio cumprido).
No domingo fomos ao Parco dei Mostri di Bomarzo, de 1552, muito interessante porém muito mal cuidado. Não tinha nenhuma plaquinha explicando as obras ou dando uma indicação do percurso. Um pecado. De lá seguimos para Viterbo, uma cidade medieval pertinho de Roma (fotos aqui), jantamos e voltamos pra casa. Segunda-feira de preguiça total, correria para a estação para eu pegar o trem ? que eu acabei perdendo, mas milagrosamente consegui fazer uma maracutaia e pegar o trem seguinte.
Esse mês será também de despedidas. Na semana passada a Mariana, brasileira que fez o master comigo, foi embora para o Brasil. Ela nem estava morando mais em Milão, mas sempre que precisava vir para resolver algumas coisas ficava lá em casa e a gente botava a conversa em dia. Eu não imaginava que fosse sentir tanto a sua partida, até chorei. Além dela ser uma menina superbacana mesmo, acho também que ela era a minha única referência aqui de Brasil. Estou torcendo para que ela volte, mas isso ainda é incerto.
E daqui uns dias a minha colega espanhola também vai embora. Ainda não assimilei direito isso. Além de colega ela é a única pessoa do escritório em que sei que posso confiar. Embora ela seja bem fechada, posso dizer que ficamos amigas, no esquema eu falo ela escuta. Temo que o trabalho fique insuportável quando ela for embora.
Está tudo sendo providenciado para a excitante viagem de negócios que eu vou ter que fazer em setembro. Serão duas semanas de intensa atividade intelectual. Até a burocracia italiana deu uma mãozinha, aceitou prontamente o meu pedido de urgência e finalmente emitiu o meu permesso di soggiorno. Para o visto falta apenas chegar a carta do ministro da justiça nos convidando a fazer a tal viagem. Sim, porque vamos para fazer uma due diligence (auditoria legal) para verificar in loco se as leis locais são compatíveis com os contratos e a estrutura do project finance que estamos elaborando. O governo faz tudo para colaborar, já que vai ser o projeto é um dos mais grandiosos feitos no país. Já sabemos que quando a gente chegar no aeroporto, terá um helicóptero nos esperando para nos levar às intermináveis reuniões. Pro pacote ficar mais business ainda, faltava só oferecerem as prostitutas. Pois è, eu sou foda. Tá achando chique, não? Ficou com invejinha? Ah, mas eu estava esquecendo só de dizer um pequeno detalhe: É em Serra Leoa! O país com o mais baixo índice de desenvolvimento humano do mundo, com expectativa de vida de 41 anos. Imagina então o resto. Amanhã começo a tomar um monte de vacinas, mas o pior risco è de malária, e pra isso não tem vacina. E eu falei a verdade lá em cima. Tem helicóptero sim, mas é militar, pois è muito perigoso ir de carro. As reuniões serão sim intermináveis e incrivelmente chatas. Passou a invejinha? Pois è, eu não sou foda. Eu só me fodo mesmo...
Pronto, agora tem até política. Não falta mais nada pra esse blog ficar ainda mais chato.
---------------------------------------- Gente asnal e considerações sobre a ladroagem
Por Reinaldo Azevedo (link aqui, lá no finalzinho da página)
São companheiros dos ladrões porque os dissimulam; são companheiros dos ladrões porque os consentem; são companheiros dos ladrões porque lhes dão os postos e os poderes; são companheiros dos ladrões porque talvez os defendam, e são, finalmente seus companheiros, porque os acompanham, e hão de acompanhar ao inferno, onde os mesmos os levam consigo. Sermão do Bom Ladrão, de Padre Vieira
PADRE ANTONIO VIEIRA: ele fez o sermão definitivo sobre a rapinagem
Trabalhar muito, muito mesmo, não me cansa. O que me cansa é a burrice. É a mentalidade asnal, inclusive em nosso meio, o jornalístico. Cansei de algumas coisas. Cansei de ler e ouvir gente que se dedica às digressões as mais estapafúrdias para provar que Lula não é Collor ou que o governo Lula não é o governo Collor porque, afinal, o ex-presidente, dizem, compactuava com um esquema de corrupção para usufruir de luxos e benefícios pessoais. Já o PT, embora censurem suas práticas, é verdade, seria menos pernicioso porque faz o que faz por ideologia.
E depois esses imbecis vêm culpar, sei lá, os portugueses ou a memória curta do povo por isso ou por aquilo. Não! Vocês é que são culpados. Acham ainda que roubar por ideologia é menos feio do que roubar para passear em Miami. Acham ainda que fraudar, mentir ou trapacear em nome de uma causa não é assim tão asqueroso quanto fazê-lo para haurir benefícios pessoais. Por isso vivemos crise política atrás de crise. Por isso, volta e meia, estamos atolados na lama.
Na nossa história, tem sido assim: uns dão golpes para preservar a democracia; outros tentam golpear a democracia em nome das causas populares; uns enfiam a mão no dinheiro público porque lhes falta, em suma, caráter; outros o fazem porque pretendem agir em nome do anseio coletivo; um deputado troglodita faz a apologia da tortura; um apresentador de TV, como uma pomba lesa, acha que devemos exaltar a coragem de Genoino porque ele foi para a guerrilha. É mesmo? Foi para quê? Para nos libertar ou para matar em nome da liberdade? E se Genoino tivesse vencido? Teríamos tido uma democracia no Brasil? Os congêneres havidos do regime que ele queria implantar aqui mataram mais ou menos do que o regime militar brasileiro? Isso não perdoa as transgressões ao Estado de direito cometidas pela ditadura brasileira, mas não faz de Genoino um herói, tampouco torna justa a sua causa. Se, em pleno regime democrático, o seu partido tentou criar um estado paralelo, o que não faria se pudesse usar a força?
Burrice, asnice, cretinismo ideológico, vulgaridade, desinformação, ignorância. E a crítica política, longe de ser implacável, preserva, cheia de cuidados, esses sacripantas. Acreditem. Ouvi esses comentários na televisão. A cronista, muito cuidadosa, pedia que não confundíssemos (ou seria preconceito, dizia ela) todo o PT com alguns petistas. É verdade, senhora! Por que confundir todo o partido com figuras inexpressivas, menores, sem importância na burocracia e na história partidárias, como José Dirceu, José Genoino, Silvio Pereira, Delúbio Soares, Luiz Gushiken, João Paulo Cunha? Todos eles peixinhos pequenos, não é? Ah, esse pessoal desvirtuou o que seria puro na origem, não é mesmo?
Ah, perdi a paciência: vão estudar história, vão se informar, vão ler um pouco, estudem mais e ouçam menos fofoca.
Por que será que essa notícia apareceu muito timidamente na Itália e em somente poucos jornais? Espero seriamente que seja pela baixa credibilidade do sujeito.
O fato é que os italianos não se perguntam mais "onde?" ou "como?", mas somente "quando?"
Mas continuo achando que a probabilidade de acontecer alguma coisa comigo ou com uma pessoa querida é menor aqui do que no Brasil. Triste isso.
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12/07/2005 7h26 Líder islâmico diz que Itália sofrerá ataque químico em 6 meses da Folha Online
"Em seis meses a Itália sofrerá ataque químico. É o momento de atingir Berlusconi [Silvio, premiê italiano] e isto ocorrerá em pouco tempo". A ameaça é do imã senegalês Abdel Qader Fadlallah Mamour, 47, tipo de "porta-voz" de Osama bin Laden que foi deportado da itália em 2003.
Mamour cita até as cidades-alvo: Roma, Milão, Bolonha e Veneza.
A Itália enviou 3.000 homens ao Iraque, oficialmente em "missão de paz", apesar de a maioria do país ser contrária à intervenção militar. Até o momento, 25 morreram em ataques e acidentes.
O imã [ministro da religião muçulmana] fez as declarações durante uma entrevista a um canal de TV fechado da Itália, que exibirá o programa na noite desta terça-feira.
"As cidades candidatas a serem atingidas são cidades-símbolo como Roma, Milão, Bolonha e Veneza, e as armas utilizadas deverão ser não-convencionais como o o gás nervoso VX [usados em armas biológicas e químicas], que as medidas italianas de prevenção não são capazes de identificar" afirmou Mamour.
Questionado sobre qual organização estaria preparando o ataque, Mamour citou as Brigadas de Abu Hafs al Masri, pequeno grupo que seria ligado à rede terrorista Al Qaeda, e que reivindicou os atentados de Londres, na última quinta-feira (7), e de Madri, em 11 de março de 2004.
De acordo com Mamour, se os supostos ataques contra a Itália tiverem a "assinatura" das Brigadas de Abu Hafs al Masri, a ação ocorrerá em seis meses. Mas, caso algum grupo concorrente assuma a responsabilidade pelo ato, então o prazo para o ataque seria de apenas algumas semanas.
Admitindo a existência de células da Al Qaeda na Itália, Mamour afirmou "ser inútil procurá-los [os supostos terroristas] em território italiano, como está sendo feito agora na Inglaterra. "Eles virão dos Bálcãs, da Alemanha ou da França, de outro modo estarão colocando em perigo os que vivem na Itália", afirmou.
Já tem gente me perguntando se eu ainda estou por aqui... Estou sim, tardo mas não falho.
As coisas andam estranhas por aqui. Mas começo pelas coisas boas.
Viajei bastante nesses últimos finais de semana, apesar das caras feias no trabalho por causa disso. No final de semana dos dias 18/19 fomos convidados por um casal de amigos para a casa deles em Roquebrune, na costa azul (França). Chegando lá quase caí para trás. Não era uma casinha, mas uma mansão lindíssima, em frente a Mônaco. A praia bem na frente da casa era de pedras, mas tinha uma deliciosa piscina com os imprescindíveis guarda-sóis (pelo menos para mim, que viro uma zebra se pego sol no rosto). Estávamos em 4 casais e mais um amigo solteiro. No sábado à noite fomos para Nice, que é uma gracinha, e o resto do tempo ficamos na casa mesmo porque nem dava vontade de sair de lá.
No final de semana do fim do mês de junho uma prima minha que está morando na Eslováquia veio nos visitar. Levamos ela a Verona e ali encontramos o Davide e a Micaela que, depois de tantas temporadas cantando na Arena de Verona, conhece os lugares mais lindos da região. Nos levaram a um vilarejo que infelizmente não me lembro o nome que era de conto de fadas. Um rio com uma forte corredeira passa no meio do vilarejo e algumas casas têm rodas d?água antigas funcionando! A entrada do vilarejo é por uma ponte antiga semi-destruída que é impressionante de bonita. No domingo levamos a minha prima num churrasco tipicamente italiano (grigliata) na casa de campo da Elena. Nos outros dias ela passou fazendo compras pois eu e o Fabrizio tínhamos que trabalhar, mas à noite a levamos para comer o que eu considero a melhor pasta de Milão, na Trattoria Dongió(já falei sobre ela aqui). Na outra noite a levamos para fazer um aperitivo no Armani Nobu e depois no Hotel Bvlgari. O primeiro tem uma atmosfera mais jovem, mais de moda. O segundo é chiquetérrimo. Quase nunca fazemos esses programas, por pura preguiça pois não custa muito não, então aproveitamos a vinda da prima para fazer esses programinhas divertidos. Sim, porque esses são os lugares ideais para observar a interessante fauna italiana.
No final de semana seguinte fomos para a Puglia, no salto da bota. Chegamos na sexta-feira à noite, alugamos um carro e ficamos em Lecce, que é muito bonita. No sábado fomos para Otranto (algumas fotos aqui) que é lindíssima. À noite fomos numa festa em uma masseria.
Uma masseria significa uma casa enorme de campo feita de pedras há 150-200 anos, típicas daquela região (o dicionário me dá a tradução como estância). A maioria se transformou em hotéis de luxo que fazem o chamado agriturismo. Mas algumas são casas de campo privadas, como era o caso dessa onde fomos.
A festa era de um filho de uma amiga da mãe do Fabrizio, casado com uma mulher de família muito rica (se via pelo lugar), mas ninguém entendeu o motivo da festa. De qualquer forma foi meio chatinha. Dois senhores tocavam num órgão mequetrefe só músicas dos anos 40-60 (agradando assim a maioria dos convidados, pra lá da quarta idade) ou então música brasileira tipo Jorge Ben Jor, num ritmo estranhíssimo mas que eles sustentavam ser samba. Lógico que teve até trenzinho e lógico que inventei que a minha sandália estava machucando um pouco e me incluí fora dessa.
No domingo passamos o dia na piscina do hotel onde a mãe do Fabrizio estava hospedada, também uma masseria, e de lá fomos diretamente para o aeroporto e voltamos para casa.
No escritório as coisas estão cada vez piores. Não estou trabalhando demais como antes, mas o clima aqui é de desrespeito total mas é melhor não falar nada sobre isso aqui. Só digo que eu estou chegando no meu limite, se ainda não cheguei.